http://www.youtube.com/watch?v=2uxmBgB9Wmc
Quando vi que o River Plate jogaria a primeira partida do Apertura no Monumental de Nuñez, não pensei duas vezes: é para lá que eu vou no domingo (08/08)! Saltei do ônibus a uns 500 metros do estádio, mas ainda não podia vê-lo. Caminhando, consegui ver, entre os galhos de algumas árvores, um pequeno pedaço da parte externa da arquibancada. Foi o suficiente para o sorriso mais espontâneo da minha vida se abrir em meu rosto. Não acreditava que estava diante de um dos estádios mais tradicionais do mundo, palco da final da Copa do Mundo de 1978 e de dois títulos de Libertadores do River.
Quando vi que o River Plate jogaria a primeira partida do Apertura no Monumental de Nuñez, não pensei duas vezes: é para lá que eu vou no domingo (08/08)! Saltei do ônibus a uns 500 metros do estádio, mas ainda não podia vê-lo. Caminhando, consegui ver, entre os galhos de algumas árvores, um pequeno pedaço da parte externa da arquibancada. Foi o suficiente para o sorriso mais espontâneo da minha vida se abrir em meu rosto. Não acreditava que estava diante de um dos estádios mais tradicionais do mundo, palco da final da Copa do Mundo de 1978 e de dois títulos de Libertadores do River.
Fiquei impressionado com a segurança em volta do Monumental. As ruas que rodeiam o estádio foram fechadas para o tráfego de automóveis. Só passavam carros da polícia. Para entrar nessa zona protegida, era preciso ser revistado. Minha decepção foi com o número de cambistas. Eram muitos! Agiam livremente, até mesmo dentro dessa área cercada por policiais, que pareciam fazer vista grossa.
Os portões só foram abertos uma hora e meia antes do horário previsto para o início do jogo. Não entendi isso. Já que todos os ingressos foram vendidos, por que não abrir o estádio com mais antecedência? Resultado: às 14:00, horário que era para o jogo começar, ainda tinha muita gente nas filas em frente aos portões de entrada. Foi então que o alto-falante anunciou que a partida só começaria às 14:20, pois muitos sócios e torcedores com ingresso comprado ainda estavam do lado de fora tentando entrar. A reação da torcida a essa mensagem me impressionou. Todos os presentes aplaudiram (e muito!) a decisão. Aposto que, no Brasil, as pessoas não gostariam que isso acontecesse. Não estou dizendo que os argentinos estão certos e os brasileiros, errados. Estou ressaltando esse fato porque as diferenças culturais me fascinam.
Para entrar no estádio, a polícia fez uma nova revista nos torcedores. Lá dentro, no momento do início do jogo, a atmosfera era incrível. Os únicos lugares vazios eram entre as “inchadas” dos dois times por questão de segurança. A torcida do River é realmente impressionante. “Los Borrachos de Tablón” me pareceu ser a principal torcida organizada. Eles não param de cantar. Não é sempre que os torcedores comuns acompanham as músicas e gritos puxados, mas quando isto acontece, o Monumental vira um caldeirão. A rivalidade com o Boca Juniors é realmente muito grande. Mesmo com o River Plate jogando contra o Tigre, os “millonarios” cantaram inúmeras músicas ofendendo o seu maior rival e seus fiéis.
Antes de o jogo começar, duas provas de como o meia Ariel Ortega é muito ídolo dos “millonarios”. Quando o time todo se aquecia em campo, a torcida não parava de cantar a música feita em homenagem a ele. A letra é muito fácil, pois é só ficar repetindo o nome do jogador, mas com um certo ritmo. Cada nome do time titular do River anunciado pelo alto-falante era recebido com palmas pelos torcedores. Mas nenhum dos aplausos se compara ao que recebeu Ortega. A massa ficou louca, ensandecida. Tal idolatria é justificável. “El Burrito” já conquistou quatro Torneios Apertura, um Torneio Clausura e uma Libertadores jogando pelo River Plate.
Terminado o jogo, tive que esperar 45 minutos para poder sair do Monumental. Razão: a torcida do River só poderia sair depois que todos os torcedores do Tigre tivessem ido embora. Entrei em contato com a Subsecretaria de Esportes de Buenos Aires e me informaram que, por questões operacionais e de segurança, nos estádios argentinos sempre sai uma “inchada” e, logo depois, a outra. Com relação ao tempo de espera, depende do estádio e dos organizadores que estiverem a cargo da partida.
Acima do primeiro parágrafo deste texto, está o link do vídeo que fiz no Monumental. Como no final do jogo a bateria da minha máquina começou a ficar fraca, parei de filmar. Com isso, acabei perdendo o único gol da partida que saiu aos 45 do segundo tempo. Funes Mori anotou para o River. Mas filmei a comemoração após o gol e a vibração da torcida com a vitória. A quem vier a Buenos Aires, o Monumental é parada obrigatória. Hasta la próxima cancha!
Já tá se virando aí?! Mandou bem!
ResponderExcluirEspero que você ADORE!
Beijos
nossa! cada texto que voce escreve eu me impressiono e me orgulho cada vez mais de voce!
ResponderExcluirContinue assim, escrevendo textos fantasticos e fascinantes. Nao posso negar que, mesmo nao sendo do meu interesse, seu texto me prendeu do começo ao fim. E isso porque eu nao curto futebol, hein! Imagina se gostasse.
Beijos